Novas

Está aqui

Pedem apoio para que a Via Nova seja Património da Humanidade

8 Novembro, 2012

Mais uma vez o PP pede ao Governo que mostre o seu apoio à candidatura da Via Nova ou Via XVIII para optar à categoria de Património da Humanidade. Apresentou a proposição não de lei a deputada Ana Vázquez. Esta lembra que já tentaram algo similar na etapa de Zapatero «mas os socialistas opuseram-se, pois preferiram apoiar a candidatura do flamenco», assinalou. A Via Nova é o principal monumento da antigüidade na província de Ourense. É, ademais, o mais extenso pois cruza supracitado território entrando pelo Xurés e saindo por Valdeorras. Partia da cidade romana de Bracara Augusta (Braga) para Astúrica Augusta (Astorga), duas cabeceiras de conventos jurídicos romanos no Noroeste peninsular.

A via tem mais de 280 miliarios, o que a converte na que mais possui de toda a Europa. Também conserva cinco pontes, sendo um dos mais espectaculares pelo seu tamanho Põem-te Bibei, integramente romano, ainda em uso. Outra grande construção deste tipo é Põem-te Cigarrosa, em cuja metade se unem os municípios de Petín e A Rúa, ainda que esta ponte de romano só conserva os cimentos, que apresentam almohadillado e vêem muito bem quando desce o caudal da barragem de São Martiño. Dita via tem um comprimento em quilómetros, entre as suas duas cidades uns 300 quilómetros.

O seu desenho, para ter dois mil anos, é inovador, pois salva terrenos agrestes com uma pendente do 6% e, fixando-se bem no seu traçado, sobretudo em Riocaldo, aprecia-se a sua lixeireza, pois parece que os engenheiros que a planificaram fazem-na rozar levemente o terreno.

Há estudos ourensãos que desvelam o percurso por esta província, ainda que há trechos que quase não se podem ver. Esta via é um monumento espectacular. Outra coisa é que a Unesco se acorde dela.